Dia do professor: os 15 minutos de silêncio que mudaram minha vida

No final de 1997, durante uma conversa com o grande amigo, Moacir Nunes, no escritório da Tecmedia, o mesmo comentou que o SENAC de Tubarão estava precisando de um professor na área de informática.

Em um primeiro momento, eu não dei muita atenção para aquela oportunidade, pois nunca havia passado pela minha cabeça, lecionar. Sempre fui muito tímido, e convivia com uma dificuldade enorme de falar em público. Inclusive nas apresentações da faculdade.

Mas… por incentivo do próprio Moacir, e também por um desejo de superar esse grande desafio, eu pensei um pouco, e fui até o SENAC. Falei com a coordenadora, e acertamos a data de início das minhas aulas.

É possível imaginar o quanto eu estava nervoso na véspera daquele dia… 🤔

Chegou o grande dia! Fui novamente até o SENAC, munido de um livro e o diário de classe. Entrei na sala, dei um ‘boa noite’ meia boca, sentei na cadeira de professor, e fiquei lá, paralisado, olhando para o diário, durante uns 15 minutos. E a sala cheia de alunos me olhando, desconfiados… 😏

Depois de travar uma luta sangrenta com a minha timidez, e controlar parcialmente o meu nervosismo, consegui fazer a chamada. Após mais uns 10 minutos, levantei e comecei a falar sobre o conteúdo que veríamos durante o ano.

Foi uma das piores experiências que tive na vida. Tenho certeza que os alunos devem ter sentido o mesmo.

Mas nada como um dia após o outro. Certo? Mais ou menos… Claro que não desisti e continuei com as aulas, mas a minha falta de experiência, insegurança e timidez, tornaram aquelas primeiras semanas de aula, um verdadeiro inferno astral…

Aquilo quase se tornou um trauma, incluindo várias divergências com as turmas, e algumas conversas com a coordenação.

Mas… após receber alguns conselhos de outro amigo, o Adriano Reis Simone Leão, que também dava aulas no SENAC, aprender a controlar meu nervosismo, e me entrosar mais com a turma, as coisas foram entrando no ritmo, e criei gosto pela profissão de professor.

Quando fui convidado para dar aulas na faculdade (nona fase do curso de Ciência da Computação), em 2001, pelo Rafael Avila Faraco, por indicação do Leonardo Benedet, fiquei um pouco ansioso, mas nada comparado com aquele início, em 1997. A responsabilidade seria igual ou até maior, porém, eu já me sentia bem a vontade, em sala de aula.

Ao todo, foram mais de 18 anos consecutivos, dentro de sala de aula, conciliando as tarefas da Tecmedia durante o dia, e as funções de professor a noite, e as vezes, nos finais de semana.

Foram várias disciplinas, centenas de alunos, dezenas de orientações e bancas de TCC, muitas amizades e muito, muito aprendizado.

Foram mais de 6 anos no SENAC, quase 10 anos na UNISUL, uns 2 anos no SENAI, e muitas alegrias.

Nada disso teria acontecido se eu tivesse desistido naquele começo difícil e doloroso. 💪

Por isso…

Obrigado a todos que participaram e contribuíram, de uma forma ou de outra, com estas conquistas. 🙌

E…

Parabéns a todos os professores! 👏👏👏👏
Parabéns também para aqueles que são professores e ainda não sabem! 

Comentários no Facebook