As Caixinhas Mentais das nossas crianças

Recentemente fomos surpreendidos por uma grande tragédia envolvendo adolescentes, em Suzano – SP. O ataque sanguinário teve repercussão mundial, deixou 10 mortos e 11 feridos, e todos se perguntam ‘por que isso aconteceu?‘.

O que nos deixa mais perplexos é pensar como um lugar onde nossos filhos deveriam estar protegidos e felizes, se transformou em um cenário de guerra e tristeza generalizada, tão facilmente.

A culpa

De quem é a culpa?
– Dos dois jovens, autores da chacina?
– Dos pais, que falharam na educação dos mesmo?
– Do governo, que é omisso na educação, e em tantas outras áreas?

Só encontrar os ‘culpados‘ não é o suficiente. Precisamos, constantemente, analisar as causas desse, e de outros acontecimentos, e tentar mudar. Mudar o que sentimos, o que fazemos, o que pensamos, mudar o país, mudar os governantes, mudar a mente dos nossos filhos.

Caixinhas mentais

Nossos filhos nascem com várias ‘caixinhas‘ dentro da cabeça (assim como todos nós, nascemos um dia). As ‘caixinhas mentais‘ estão todas vazias. Elas serão preenchidas com vários tipos de conteúdo, ao longo da vida.

Você, como pai ou mãe, precisa responder duas perguntas:
1- Quem vai ser o principal responsável por ajudar a preencher as ‘caixinhas mentais‘ do seu filho?
2- Qual o tipo de conteúdo que será colocado lá dentro?

Caso a resposta da questão nº 1 não seja, ‘PAI e MÃE’, a resposta nº 2 não será mais de sua responsabilidade, também.

A responsabilidade

Se você se omitir de ser o principal influenciador do caráter e da personalidade do seu filho, outras pessoas (ou coisas) farão isso por você. Assim, você e seu filho dependerão mais da sorte do que da simples vontade de serem ‘pessoas felizes‘.

A escola ajuda, mas não deve ser a principal responsável.
Os parentes ajudam, mas não devem ser o principal responsável.
Os amigos ajudam, mas não devem ser o principal responsável.

A omissão

A coisa começa a ficar pior quando os principais responsáveis, por incluir conteúdo na mente do seu filho, são o celular, a televisão e o vídeo game.
O problema não é seu filho usar essas ‘coisas‘ de vez em quando. O problema é você, como pai ou mãe, deixar seu filho ser educado por essas ‘coisas‘.

Enquanto você acha mais fácil deixar seu filho com o celular na mão, pra fazer outras tarefas, e essas tarefas não estão direta ou indiretamente, ligadas ao bem-estar da criança ou da família, você não tem o direito de reclamar, caso a sorte não fique ao lado de vocês, quando seu filho crescer.

Você não terá o direito de reclamar que as ‘caixinhas mentais’ do seu filho estão cheias de ‘coisas‘ que não o fazem feliz.

O seu dever, nesse caso, é de tentar reverter a situação, colocando ‘coisas melhores‘ dentro da cabecinha do seu filho.

O problema é que as ‘caixinhas mentais‘ já podem estar sem espaço.

Comentários no Facebook