2003 (Parte 1): Um sócio e uma filial em Criciúma! – EP. #016

Em 2003 as coisas começaram a melhorar pra Tecmedia, inclusive chegamos a montar uma filial em Criciúma, e trabalhamos em um projeto bem audacioso. Era um sistema de cotação online na nuvem. O projeto foi uma parceria entre a Tecmedia e uma outra software house. Aprendemos bastante coisa, mas cometemos vários erros pelo caminho.


Introdução

Hoje vou falar sobre a parceria que a Tecmedia firmou com uma empresa de Criciúma pra desenvolver um sistema na nuvem, sobre a filial que montamos nessa mesma cidade, pra poder trabalhar no projeto, sobre a pós-graduação que fiz nesse mesmo ano, e ainda vou contar ainda um pouco de como foi manter duas equipes de desenvolvimento, em cidades diferentes.

A nova sala

Bom, nessa época a gente já tinha mudado de sala, e saído lá daquele local que era um forno microondas.

Tínhamos ido para um outro local, também no centro da cidade, muito mais arejado e fresco. Entretanto, o único problema deste local era o barulho, pois a sala ficava de frente para uma avenida super movimentada aqui da cidade.

O nível de ruído é outro ponto importante pra você verificar quando for instalar seu escritório. Fica a dica!

Pós-graduação

Primeiramente falar sobre a pós-graduação em redes e telecomunicações, que fiz lá em 2002. A formação era oferecida pela mesma instituição de ensino que eu era professor. Entretanto, eu nunca ter trabalhado especificamente na área de redes, o curso me trouxe bastante conhecimento. Porém, eu tive outros tipos de ganhos mais interessantes: como clientes pra Tecmedia, e parceiros de negócios, por exemplo.

A turma era composta por muitos empresários, e, obviamente, pessoas ligadas a área de T.I. das empresas. Por isso, os serviços que a Tecmedia oferecia, interessavam a essas pessoas.

A filial em Criciúma

Um dos clientes conquistados nessa época, também se tornou parceiro da Tecmedia. Além de desenvolvermos o site para essa empresa, firmamos uma parceria para desenvolvimento de um sistema de e-Procurement, na nuvem

e-Procurement, de maneira bem resumida, é um sistema que funciona da seguinte forma: a empresa contrata o software e cadastra os seus fornecedores. Quando precisar de determinado material, ela informa essa demanda no sistema. Da mesma forma, os fornecedores são notificados e começam a colocar suas cotações, também no sistema, todos ao mesmo tempo. Depois a empresa analisa as ofertas, e escolhe a melhor opção de compra. Basicamente é isso).

A ideia era desenvolver a solução e revendê-la através de assinaturas mensais, para grandes empresas da região.

O acordo

Existia uma espécie de sociedade entre eu e o proprietário da Software House, de Criciúma. Eu digo uma ‘espécie’, porque o que tínhamos na realidade, era um acordo de cavalheiros. Aí já começa o primeiro erro.

Apesar de sermos adultos, e nos relacionarmos muito bem, o correto seria, pra evitar problemas futuros, formalizar a sociedade, por meio de um contrato jurídico. Contudo, mesmo com essa informalidade, durante o tempo que mantivemos a parceria, nunca tivemos um problema de descumprimento de acordo.

A equipe

Bem, como comentei antes, para dar conta desse novo projeto, precisei montar uma filial da Tecmedia dentro do parceiro, lá em Criciúma, e estruturamos uma segunda equipe. Essa equipe trabalhava, exclusivamente, no projeto do sistema em nuvem.

Pra dar conta das duas equipes, em cidades diferentes, dos vários projetos que eram mantidos pela Tecmedia, e ainda das aulas na faculdade, eu fazia um certo contorcionismo, entre Tubarão, Criciúma e Cocal do Sul.

O malabarismo

Geralmente eu ficava dois dias por semana em Criciúma, e três em Tubarão: nas segundas eu trabalhava em Tubarão, nas terças, eu ia para Criciúma, trabalhava na filial o dia todo, e às 17:00 eu ia pra Cocal do Sul, cidade ao lado de Criciúma, deixava o meu carro no estacionamento da igreja, no centro da cidade, vinha pra Tubarão, de carona com o ônibus que trazia os alunos da faculdade, junto com o meu primo Erlon, que fazia Computação na época. Eu dava as aulas, voltava pra Cocal, também junto com os alunos, e dormia na casa do Erlon e do Charles (como eu já comentei em outro vídeo).

Na quarta, pela manhã, eu ia novamente pra Criciúma, trabalhava com a equipe da filial. durante todo o dia. Às 18, voltava pra Tubarão, dessa vez, com o meu carro, e ia direto pra faculdade dar aula, e dormia em Tubarão. Na quinta e na sexta, geralmente eu ficava em Tubarão, também, trabalhando com a equipe da matriz. Antes de fechar a semana eu ainda dava aulas mais uma noite, e no sábado o dia todo.

Era essa a maratona que eu fazia pra dar conta de todos os projetos.

O fim da parceria

Ainda sobre a parceria com a empresa de Criciúma: trabalhamos no sistema de e-procurement mais ou menos durante uns 2 anos e meio, e chegamos a lançar uma versão Beta da solução, porém, devido a falta de recursos financeiros para subsidiar as equipes, a continuidade da parceria ficou comprometida. Desta forma, eu e meu sócio, sentamos, conversamos, e decidimos encerrar a sociedade.

A Tecmedia saiu do processo, e a pessoa que era o meu sócio seguiu com a ideia.

Agradecimento

Quem trabalhou comigo nessa época foram o Wesley, o Lucas, o Daniel, o Jeferson e a Glaucia. A Glaucia e o Wesley, em Tubarão, o Lucas, o Daniel e o  Jeferson, em Criciúma. Uma equipe fantástica! Muito obrigado!

A saída do SENAC

Em 2003, eu também saí do SENAC, onde eu lecionava desde 1997. A Universidade estava me tomando bastante tempo, por isso resolvi trabalhar como professor em apenas um lugar.

O próximo episódio

No próximo episódio vou falar sobre a nossa segunda experiência no desenvolvimento de uma ferramenta no formato de assinatura – o Superinformativo.com. Também vou comentar sobre o início da nossa estratégia de geração de conteúdo, via blog corporativo, que mais tarde veio a se tornar um importante canal de geração de leads pra nossa empresa. E ainda sobre sobre o início do desenvolvimento do nosso sistema de gestão 100% online – o Portal Corporativo Tecmedia.

Fala pra mim!

Agora fala pra mim se você já investiu todos os seus recursos, no desenvolvimento de um projeto, achando que estava no caminho certo, e quando lançou no mercado, viu que as pessoas não aprovaram o seu produto ou serviço, O que você fez? Desistiu e abandonou a ideia? Fez adaptações e conseguiu reverter a situação?

Comenta aqui embaixo e compartilha a sua experiência com a gente!

Muito obrigado por estar aqui comigo, e até o próximo episódio!!

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